Realidades: Pobre Segunda Divisão -Parte II

gil

Não sei quanto aos outros jogos, mas a julgar pela atuação do trio de arbitragem, em especial do árbitro Jânio Pires, na partida entre União Araguainense e Colinas, no último sábado, no estádio Mirandão, constata-se que o nível de arbitragem do Tocantins está no mesmo nível da Segundinha…..

Baixo. Muito baixo. Extremamente baixo.

Não é possível que alguém desaprenda a apitar, esquecendo-se dos principais elementos que compõem as regras do futebol. E por consequencia, as próprias regras.

Talvez o União não reclame tanto, porque afinal saiu-se vencedor e na maioria dos casos, a vitória tem o costume de encobrir verdades que deveriam ser ditas, mas por comodismo ou falta de vontade mesmo, não o são.

Mas o invencível Jânio Pires foi muito fraco no quesito disciplinar, permitindo que jogadas violentas fossem praticadas repetidamente, colocando em risco a integridade física dos atletas na partida.

Contemporizou, conversou demais, esqueceu de apitar, embora tenha distribuído quatro ou cinco cartões amarelos.

A regra é clara. Falta violenta por traz é falta passível até de expulsão.

Ocorre que em pelo menos três lances violentos, Jânio Pires sequer marcou falta e nem advertiu o jogador infrator.

Poderia tranquilamente ter expulsado o zagueiro Iranilton do Colinas, que já tinha o cartão amarelo, recebido no primeiro tempo, quando segurou o atacante araguainense que ia em direção ao gol e o árbitro simplesmente fez vistas grossas no lance.

Pior foi em outro lance da partida quando o zagueiro Adson pegou o atacante Ricardo Bombinha do Colinas por trás, acertando o tornozelo num carrinho que poderia ter causado sérios danos ao atleta. Adson sequer foi advertido. E, curiosamente, foi penalizado em outro lance com amarelo, que não tinha nada de tão violento assim. Talvez fosse pelo conjunto da obra, já que Adson bateu o jogo inteiro.

Mas o lance capital aconteceu por volta dos 30 minutos do segundo tempo. A jogada se desenrolou pelo lado direito do ataque do Colinas, quando o ala direito Ricrso levou uma cotovelada desleal no rosto do ala esquerdo do União.

O árbitro Jânio Pires, mesmo distante do lance e meio fora de forma – se é que existe meio – estava observando o lance, bem como a assistente. Mas a dupla sequer apontou falta.

E olha que eu estava sentado na tribuna do Mirandão e consegui enxergar bem o lance, mas o Jânio e a “bandeira”, não.

Resultado: o jogador saiu de maca e de ambulância com suspeita de fratura, confirmada posteriormente, ficando no hospital das 18h30min até por volta da meia noite o hospital de Referência de Araguaína. Enquanto isso, o trio de arbitragem estava com a “consciência tranquila refestelado em sua residência, possivelmente vendo os gols da rodada”.

O mais incrível de tudo isso, é que Jânio e Cia. não erraram nos lances de gols, portanto, não influenciando diretamente na produção dos times. Em tese.

Em tese, porque se o trio não tivesse se omitido, pelo menos dois ou três jogadores teriam sido expulsos e ai o panorama da partida poderia ter mudado, determinando até mesmo outro placar, para qualquer uma das equipes em campo.

Errar é humano, mas errar seguidamente é desumano. Para os jogadores e principalmente para os torcedores que pagam para assistir ao pobre futebol jogado na Segunda Divisão e agora também para ver as lambanças dos árbitros.

Muitos criticam o estilo de apitar do Luiz Carlos Bernardino. Eu gosto do caráter disciplinador que dá aos jogos que apita, sem comprometer a parte técnica.

Se o Godoy, comentarista de arbitragem da Bandeirantes estivesse em Araguaína no último sábado, certamente daria medalha de lata para Jânio Pires.

Por falta de outra medalha pior!!!

Fonte: Gil Correia

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1. Paulo Barreto - 25 de Setembro de 2009

EITA SEGUNDA FRACAAAA, TIMES MUITO RINS CAMPOS NEM SE FALA>> E UMA ARBITRAGEM COMO SEMPRE A PIOR QUE PODE EXISTIR>>>

2. Ismael Valadares - 25 de Setembro de 2009

Temos o que merecemos.Com excessão de Araguaína e Gurupi, todas as cidades têm o futebol que merece.Poucos torcedores, baixa qualidade técnica, desorganização fora de campo e as vezes dentro de campo, falta de apoio tanto político quanto financeiro (privado).Só nos resta dizer que um dia vai melhorar ou pros otimistas digo assim, “poderia ser pior ainda”.

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